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  • Marconde Campos

Descubra a Amazônia: Teatro Amazonas

Atualizado: 22 de Jun de 2020

O Teatro Amazonas é um dos mais importantes teatros do Brasil e o principal cartão postal da cidade de Manaus. Localizado no centro da cidade, no Largo de São Sebastião, foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896 para atender ao desejo da alta sociedade amazonense da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais.

História


A história do teatro inicia em 1881, quando o deputado provincial Antônio José Fernandes Junior, apresentou o projeto para a construção de uma casa de ópera em alvenaria, na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembleia Provincial do Amazonas que iniciou as discussões sobre a construção do edifício. Manaus estava no auge do ciclo da borracha e era embalada pela riqueza provida da extração do látex amazônico, altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. O projeto arquitetônico foi escolhido pelo Instituto Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa em 1883. No entanto, devido as discussões sobre o terreno para a construção e os custos do trabalho, foi iniciado em 1884 com a pedra fundamental. O trabalho se desenrolava morosamente e somente durante o governo de Eduardo Ribeiro a edificação do prédio tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para realizar o trabalho. A decoração interna esteve ao encargo do decorador pernambucano, Crispim do Amaral, com exceção do corredor a área mais luxuosa do edifício entregue ao artista italiano Domênico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896.

De estilo renascentista entorno de sua estrutura externa com os detalhes únicos na sua cúpula, tornou-se um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e, consequentemente, o maior símbolo cultural da cidade de Manaus. É a expressão mais significativa da riqueza na cidade durante o Ciclo da Borracha, sendo tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966.

O interior e suas decorações


Com uma decoração muito nobre, o Teatro Amazonas já foi palco não somente de grandes peças teatrais, mas também de shows internacionais como o da banda The White Stripes. Desde 1997, o Festival Amazonas de Ópera é realizado no teatro. Em 2008, o teatro foi eleito uma das sete maravilhas brasileiras em dois concursos promovidos pela Revista Caras em parceria com o banco HSBC e outro pelo escritório de design Goff.

A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares dos camarotes, do corredor decorado com características barrocas e a pintura do teto, chamado "a glorificação das Bellas Artes da Amazônia", de 1899, por Domenico de Angelis, o artista italiano que pintou também a câmara de audição. Os ornamentos sobre as colunas do piso térreo, com máscaras em homenagem a famosos compositores clássicos e dramaturgos, como o Aristophanes, Molière, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão apostas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot a mais tradicional da época onde são retratadas alegorias à música, dança, tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Carlos Gomes. No centro, prende-se um lustre dourado com cristais venezianos, que desce ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.

Palco Inspirador


O Teatro Amazonas foi palco inspirador de algumas obras literárias, alguns filmes nacionais e estrangeiros e outras dramaturgias, seu salão nobre foi cenário de uma das cenas do filme de Werner Herzog, Fitzcarraldo de 1982, onde na cena, os atores Grande Otelo, José Lewgoy e Klaus Kinski vão para a inauguração do teatro, no romance policial português, “Longe de Manaus”, o teatro é algumas vezes citado, tal qual nas obras literárias de Eva Ibbotson, “Journey to the River Sea” e “A Company of Swans”, na minissérie da teledramaturgia brasileira, “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes” de 2007, o teatro serviu como plano de fundo na primeira parte da minissérie para o cenário de Manaus do século XIX, na opera ianque-mexicana, “Florencia en el Amazonas”, de Daniel Catán, o teatro também é plano de fundo para cenário da opera sendo citado algumas vezes durante a encenação, na animação hollywoodiana, “Rio 2”, da direção de Carlos Saldanha, o teatro aparece na cena dos personagens principais ao “adentrarem na selva amazônica”.




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